SELLERINK BLOG
11set/19

CONTROLE DA COR: POR QUÊ AS CORES MUDAM?

Do Portal das Artes Gráficas (Portugal), por Wellington Rheder - empresário gráfico.
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Todo estudo sobre cores e seu comportamento para impressão offset, é feito sob condições ideais, as quais não são encontradas normalmente nas gráficas. Nesse contexto, vamos enumerar alguns pontos e suas consequências para o impresso, procuramos palavras simples, com o objetivo de ajudar àqueles que não são necessariamente profissionais gráficos.

No processo de impressão offset shetfed (plana) (aquele que se faz com papéis cortados, folha à folha e não em bobinas), existem inúmeras variáveis que podem provocar distorções nas cores: tinta, papel, pressão de transferência, água, temperatura do ambiente, humidade, fadiga do operador, problemas mecânicos, ganho de ponto, etc.

Ilustração do sistema de impressão offset
Ilustração do sistema de impressão offset

Primeiro, vamos desfazer alguns mitos!

PRIMEIRO MITO: Prova de Prelo representa fielmente as cores que serão impressas.

SEGUNDO MITO: Prova digital não representa corretamente as cores. Vide norma 12647-2 e calibração de CTP/Impressora

TERCEIRO MITO: O catálogo PANTONE© é absoluto!

EIS ALGUMAS VARIÁVEIS QUE AFETAM AS CORES EM IMPRESSÃO OFFSET:

Variável - Papel - utilizado para impressão e prova.

Imagine que a prova de prelo ou prova digital, foi feita em um determinado tipo de papel.

A impressão do trabalho provavelmente será feita com outro lote. Ainda que seja o mesmo fabricante, ou classificação (offset, couché, triplex, duplex), esses papéis poderão apresentar diferenças de tonalidade e brilho, o que altera o resultado das cores, pois o papel é o “BRANCO” do impresso e nele consiste a base de início das cores.

Imagine realizar a prova em um papel couché (branco) e a impressão em um papel polén (amarelado). O resultado será completamente diferente, o resultado das cores muda até mesmo entre um couché com brilho e um couché fosco. É muito comum encontrar papel cartão tipo triplex, de um mesmo fabricante e especificação com acentuada diferença de tonalidades, em lotes diferentes. Já encontramos papéis com tonalidades diferentes, dentro de um mesmo "pacote" lacrado na fábrica.

Portanto, uma prova fiel será obtida somente quando a prova, seja ela digital ou prelo, for efetuada com base no mesmo papel. Exatamente aquele que será usado para imprimir o trabalho.

Sabemos que o controle e a viabilidade sobre essa situação é muito difícil, tendo em vista que as máquinas digitais usam papéis especiais e não os mesmos que serão usados para produção.

Alguns fabricantes de papéis especiais para provas, conseguem normalizar sua produção, chamando o seu produto de “papel calibrado”. Mas, e quanto ao fabricante do papel que será usado para produção do impresso em offset, ele possui esse controle?

Já para a prova feita com o sistema de prelo tradicional, obtido através de fotolitos ou chapas, podemos usar o papel comum, o mesmo que será usando para a impressão, mas esse método está em desuso, pelo seu alto custo e pelo tempo investido para obtenção das provas.

Variável - Fator de correção, também conhecido por: Perfil ICC:

Através de softwares específicos e impressoras adequadas é feita uma “simulação” do resultado da impressão offset. O resultado obtido, pode ser bem próximo ao resultado da impressão, mas não é exatamente igual, pois o factor de correção é uma simulação.

Essa simulação (esse perfil) utiliza dados de máquinas impressoras em sua situação IDEAL, ou seja, mecanicamente perfeitas, além disso, sob condições ideais de temperatura e humidade. Essa situação dificilmente é encontrada na sala de impressão, na situação real em que os trabalhos são realizados.

Cada máquina offset produz um resultado. Ao microscópio, o resultado de cada máquina é individual, tal como, a biometria humana. Cada máquina produz um “ganho de ponto”, uma distorção da imagem e uma abertura do papel. Essas diferenças são imperceptíveis aos nossos olhos, porém, no trabalho final, após a impressão de todas as cores sobre o papel, podemos perceber facilmente nuances de cores e tons diferentes entre o mesmo impresso, realizados por máquinas e gráficas distintas.

Por isso é tão difícil a uma gráfica, “acompanhar” as cores já impressas por outra, em uma nova edição ou mesmo reimpressão. Nesse caso, foram alteradas as condições em que o trabalho foi realizado. Possivelmente pode ser alterado o modelo do equipamento, a marca da tinta, o lote do papel, entre outros.

Para alguns clientes-consumidores gráficos, essas diferenças são confundidas como falta de qualidade ou defeito do produto, provocado pelas gráficas que "tentaram" reproduzir um trabalho, o que demonstramos não ser exactamente verdade.

Por mais moderna que seja uma gráfica, é um grande desafio acompanhar o trabalho feito por outra, com extrema exatidão. O processo offset, não é uma ciência exata. Dessa forma o perfil ICC genérico, mesmo fornecido pelas melhores empresas, não se aplica com perfeição ao mundo real.

Variável - Tintas

Imagine que a impressora de provas (digital) possui tinta líquida, fabricada com pigmentos próprios e com dimensões específicas para aquele tipo de equipamento, em cada uma das cores. Uma impressora de prova assemelha-se com uma impressora Epson ou HP, daquelas jato de tinta, que temos em nossos escritórios.

Agora, imagine a tinta offset, pastosa, fabricada com outros tipos de pigmentos. São duas coisas muito diferentes!

Cada fabricante de tinta offset possui seus fornecedores de matéria prima, com determinado tipo de moagem e determinadas especificações, para que sua tinta seja ligeiramente melhor ou ao menos, tenha um diferencial em relação aos demais fabricantes. Portanto, é de propósito que tintas sejam diferentes entre as marcas e fabricantes do mercado.

Sendo assim, as tintas não são exatamente iguais.

O CYAN do fabricante "X" é diferente do CYAN do fabricante "Y". E agora?

Voltando a questão das tintas de impressoras, comparando com tintas para offset. Como itens fisicamente e quimicamente tão diferentes, podem reproduzir cópias em idêntica cor? Resposta: Não pode! No máximo se aproxima, aos olhos humanos.

Como controlar isso?

Da mesma maneira que o papel, para que a prova de cor seja fiel, teríamos que usar a mesma tinta e ainda assim, de um mesmo lote. Tanto para prova quanto para a produção do material. E isso normalmente não é possível.

Nota da Sellerink: Com a padronização de cores feita pela Norma 12647-2, é possível fazer a calibração do sistema de CTP com a impressora offset. As tintas desenvolvidas de acordo com a Norma 12647-2 tem tonalidades que se assemelham muito a prova digital e hoje é possível ter uma maior proximidade entre a prova digital e o impresso final.

Variável - Catálogo PANTONE©:

PANTONEXDefinitivamente é um mito, acreditar que o catálogo PANTONE© é absoluto e infalível e que a gráfica tem obrigação de reproduzir com extrema fidelidade.

A verdade é: por mais que os catálogos PANTONE© originais, sejam impressos sob condições controladas e o mais próximo possível de uma situação ideal, há diferenças de tons entre cores de catálogo para catálogo, impressas em lotes diferentes e muitas vezes no mesmo lote. Isso é visível. Principalmente nos tons de azul escuro que puxam ao verde. Caso o leitor tenha a possibilidade de comparar dois catálogos em mãos, com o mesmo tipo (coated com coated), poderá ver essas diferenças.

Portanto o catálogo PANTONE©, não é absoluto. Ele é um parâmetro de cor que não pode ser desprezado, mas para um observador mais atento, fica evidente que não é possível exigir fidelidade absoluta, com catálogo PANTONE©.

É comum o cliente usar um catálogo PANTONE©, escolher uma determinada cor, solicitar o trabalho à gráfica e depois se queixar da cor resultante em um trabalho. Pior quando o cliente escolhe a cor PANTONE©, no monitor de seu computador...

Como já dito, a cor e o brilho do papel, alteram o resultado das cores. Mesmo desprezando esse fato e imprimindo com uma tinta PANTONE©, formulada em um laboratório, uma leve diferença será com certeza verificada no impresso, em comparação a qualquer catálogo PANTONE©, mas isso não pode ser caracterizado como um defeito.

Variável - Monitor x Prova de cor x Offset:

diferencas

Monitor, impressora de prova e impressora offset. São coisas diferentes.

O Monitor de vídeo, usa o padrão de cores RGB, ou seja, combina entre vermelho, verde e azul, para obter todas as cores, desde o preto até o branco. Além disso, ele emite e reflete a luz.

As impressoras de prova, normalmente usam de seis a oito cores como bases, para formar as demais. Seu sistema de impressão pode ter precisão de µ (microns), a cor do impresso é perceptível apenas por refracção, pois o papel não gera luz (pelo menos até hoje....).

Já na impressão Offset, as imagens “coloridas” são formadas normalmente pelo padrão CMYK, ou seja quatro cores básicas. Através da sobreposição de pontos de reticula, é feita a ILUSÃO para que o olho humano perceba as cores e as imagens. As cores e imagens são formadas por pontos de grande dimensão, se comparados com a escala de µ (microns). CMYK, indica que foram usadas as cores: cyan, magenta, amarelo e preto.

Como coisas tão diferentes poderiam resultar em cores exatamente iguais? Não podem!

Mas com um pouco de investimento e conhecimento, elas podem se aproximar muito, onde um sistema irá simular o outro. Funciona assim: A impressora de prova, vai tentar simular a offset e o monitor vai tentar simular a prova. Nunca o contrário. Uma calibração diferente para cada máquina impressora offset.

A impressora de provas e o monitor, tentam "imitar" a impressora offset. Nunca o contrário...

Faça o teste: Altere o brilho e a saturação de seu monitor. As cores mudaram! Assim não há como o cliente verificar cores em seu monitor e depois comparar com um impresso. As cores do monitor não são as mesmas que servirão de parâmetro para a impressão em gráfica.

Para que esse sistema possa simular as mesmas cores, é preciso que ele seja linearizado, ou seja, para que as cores sejam muito próximas, entre monitor, prova e impressão, deve haver uma calibração do sistema. Com o sistema calibrado, o nosso instrumento de medição, que conhecemos por "olho" não irá perceber as diferença que existem.

Portanto a base real das cores é o offset e não o monitor ou uma prova feita sem critérios de calibração.

Variável - luz de análise:

cabine de luzUm outro importante fator para diferenças em cores é a luz de análise. Observar cores sob fontes de luzes diferentes, resultam cores diferentes. Vamos exemplificar luzes diferentes como: Luz natural (sol), Luz fluorescente tubular, luz incandescente, luz eletrônica amarela, vapor metálico, vapor de sódio. Cada um desses tipos de fontes de luz, emite luz de comprimentos diferentes, portanto veremos cores ligeiramente diferentes.

Existe a luz mais adequada para cada aplicação, inclusive a mais apropriada para analise de cores.

Variável - Secagem e oxidação das tintas:

Um impresso não sai do offset completamente seco. A tinta offset leva tempo para oxidar e fixar definitivamente ao substrato (papel). Assim que a impressão é realizada existe um brilho vivo e reluzente. Uma vez que a tinta comece o processo de oxidação esse brilho sofre ligeira degradação.

Um modelo fornecido pelo cliente ou mesmo a prova, poderá não ser reproduzida com fidelidade absoluta de cores, uma vez que a cor durante a impressão (aquela que o impressor vê) sofrerá uma alteração natural durante a secagem da mesma.

Variável - Alteração de cores por acabamento (plastificação, verniz, bopp):

Bobina de BOPP
Bobina de BOPP

O processo de plastificação com polietileno ou aplicação de Bopp é feito a quente. A alta temperatura em que esse material é fundido ao papel, somado com a cor da película, altera a cor do impresso.

Um vermelho vivo, pode se tornar apagado ao aplicar BOPP fosco. Portanto o controle de cores, para impressos que irão receber qualquer tipo de cobertura precisa levar em conta o acabamento, caso contrário, o resultado pode ser muito diferente daquele esperado pelo cliente.

Conclusão:

É possível realizar provas fidedignas, mas o controle necessário seria extremamente caro e lento. Assim, tal controle é justificável somente em tiragens “milionárias” (milhões de exemplares).

Na prática, a grande maioria das gráficas realiza controles básicos, como: manter sempre o mesmo fornecedor de tintas e consumíveis para offset, usar perfil de cores genérico para provas, comprar sempre um bom papel de prova e usar quando o orçamento permitir, um bom papel.

Uma quantidade mínima de gráficas no Brasil, possuem instrumentos simples para medição de cores, como densitômetros de tinta, e uma quantidade ainda menor, possuem integração entre o software workflow (que gerou as chapas em CTP) e as máquinas offset, os chamados arquivos CIP e JDF.

Dessa forma, é fácil encontrar em praticamente todos os trabalhos realizados, distorções de cores. Elas não devem afetar a qualidade do produto ou prejudicar o desejo do cliente. As distorções devem ser “pequenas” e em geral não podem ser medidas facilmente.

Por isso, dizemos apenas que há distorções. Não há como medir de maneira simples, sem instrumentação adequada em condições laboratoriais e ainda desprezar as diferenças de percepção de cores de cada pessoa.

As distorções também podem ocorrer por interferência de cores adjacentes. A impressão offset não é digital (jato de tinta ou toner), ela ocorre por transferência de carga de tinta da chapa para borracha e depois da borracha para o papel, esse processo ocorre em geral quatro vezes, sendo uma vez para cada cor. Deve haver, portanto um equilíbrio entre as cores.

Tons escuros influenciam nos tons claros e vice-versa. Por mais moderno que seja o equipamento de impressão offset, o sistema é o mesmo. A descarga de tinta é por transferência indireta com controles de faixas sem muita precisão (devido ao bailar dos rolos), onde a tinta é depositada ao longo da circunferência de um cilindro e não de uma única vez sobre a matriz. Por isso a interferência de cores escuras sobre os tons claros adjacentes.

A igualdade entre a prova e o impresso, tende a buscar o consenso, entre o cliente e a gráfica, entre o papel e a tinta, entre os tons do trabalho e todas as demais variáveis.

Por mais próxima que uma impressão estiver de sua prova, ainda que todas as normas publicadas, para esse assunto, sejam cumpridas e seguidas à risca, ainda existirão diferenças!

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10set/19

Spectrofotometria

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O que é Spectrofotometria?

A medição dos diferentes comprimentos e absorção de onda da luz

O spectro visível
O spectro visível

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Usando um spectrofotômetro para determinar a quantidade de absorção de um comprimento de onda da luz por uma amostra pode gerar importantes e profundas observações sobre suas características.

As características físicas de muitos compostos com exceção de sua massa, estrutura cristalina e outros recursos podem incluir a capacidade de absorver a luz de comprimentos de onda específicos. Medidas de como a luz, do ultravioleta até o infravermelho, é absorvido por amostras pode ser realizada utilizando-se instrumentos conhecidos como spectrofotômetros. Estes instrumentos são usados para medições importantes todos os dias em laboratórios de todo o mundo.

Comprimentos de onda da luz

Cores do espectro visível
Cor Comprimento de onda Frequência
vermelho ~ 625-740 nm ~ 480-405 THz
laranja ~ 590-625 nm ~ 510-480 THz
amarelo ~ 565-590 nm ~ 530-510 THz
verde ~ 500-565 nm ~ 600-530 THz
ciano ~ 485-500 nm ~ 620-600 THz
azul ~ 440-485 nm ~ 680-620 THz
violeta ~ 380-440 nm ~ 790-680 THz

O spectro de luz visível, que é a parte do spectro eletromagnético que o olho humano pode perceber como a luz de cores específicas, varia do violeta ao vermelho. Muitos alunos, em países de língua inglesa, aprendem o spectro visível com o auxílio da memória "ROY G. BIV". Isso se traduz em vermelho (Red), laranja (Orange), amarelo (Yellow), verde (Green), azul (Blue), anil (Indigo) e violeta (Violet). Os comprimentos de onda da luz que são percebidos como essas cores específicas estão há cerca de 620-700 nanômetros (nm) para o vermelho, até cerca de 380 a 450 nm para o violeta. Além do vermelho temos o que é conhecido como infravermelho (comprimento de onda de 750 nm maior) e abaixo do violeta é a radiação ultravioleta (comprimentos de onda mais curto do que cerca de 350 nm).

Absorção de determinados comprimentos de onda da luz

Quase todo o material existente absorve a luz de um comprimento de onda ou de outra. O sumo de maçã é dourado porque absorve luz de comprimentos de onda específicos e deixa outros comprimentos de onda da luz passar sem os afetar. Outros materiais em laboratório tem o mesmo comportamento, pois eles absorvem a luz de um comprimento de onda e não absorvem a luz de um comprimento de onda diferente. A absorção de determinados comprimentos de onda da luz pode ser medida usando um spectrofotômetro.

Comprimento de onda das cores do spectro
Comprimento de onda das cores do spectro sob luz do dia

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Todas as substâncias, cujo átomos se encontram em estados excitados, irradiam ondas luminosas, cuja energia, de determinado modo, está distribuída segundo o comprimento de onda. A absorção da luz pelas substâncias também depende do comprimento de onda. Assim, o vidro vermelho deixa passar ondas que correspondem à luz vermelha  e absorve as outras ondas.

Se fizermos passar a luz branca através de um gás frio e não irradiante, no fundo do espectro contínuo do emissor aparecem linhas escuras. O gás absorve mais intensamente a luz que tem aquele comprimento de onda que o gás emite num estado bastante aquecido. As linhas escuras no fundo do espectro contínuo são linhas de absorção que formam no conjunto um espectro de absorção.

Como funciona uma Spectrofotômetro?

O spectrofotômetro de laboratório mais comumente usado é conhecido como um Spectrofotômetro UV-Visível. Neste dispositivo, fontes de luz, como lâmpadas de mercúrio ou de xenônio são usadas para gerar a parte ultravioleta do spectro, juntamente com lâmpadas de tungstênio ou mesmo diodos emissores de luz (LEDs) para gerar a porção visível do spectro. Estas luzes incidem sobre um monocromador, dispositivo que permite que apenas um determinado comprimento de onde passe no momento da medição. Essa luz passa através de uma câmara de amostra e da amostra específica, e a quantidade de luz refletida é medida eletronicamente por um fotodetector. Controladores eletrônicos permitem "enxergar" spectro visível para ser processado e um spectro de absorção é gerado. Assim, é feita a medição do comprimento de onde absorvido pela amostra.

Princípios de spectrofotometria

Em resumo, o spectrofotômetro é composto por dois instrumentos, ou seja, um spectrômetro para produzir a luz de qualquer cor selecionada (comprimento de onda) e um fotômetro para medir a intensidade da luz. Os instrumentos são dispostos de modo que a amostra a ser medida possa ser colocados entre o feixe do spectrômetro e do fotômetro. A quantidade de luz que passa através do tubo é medido pelo fotômetro. O fotômetro transmite um sinal de tensão para um dispositivo de exibição, normalmente um galvanômetro. O sinal muda conforme a quantidade de luz absorvida pela amostra.

Se o desenvolvimento da cor está relacionada com a concentração de uma substância em solução, então, que a concentração pode ser medido pela determinação do grau de absorção de luz no comprimento de onda apropriado. Por exemplo hemoglobina aparenta ser vermelha porque absorve o azul e o verde com mais eficiência do que o vermelho. O grau de absorção da luz azul ou verde é proporcional à concentração de hemoglobina. Assim temos o uso da Spectrofotometria em diversos campos.

9set/19

CONTROLE DA COR – ILUMINANTES

Iluminantes padrão

Quase todos os dias, nas nossas visitas diárias aos mais diversos clientes que fazem parte das mais importantes indústrias gráficas do Brasil, acabamos por falar sobre os iluminantes na visualização da cor. Esta é uma questão técnica complexa, as vezes, mas extremamente importante na rotina da indústria de impressão offset.

A sensação da cor depende da iluminação, do sistema de visão humana e da bagagem de conhecimento e vivência do indivíduo, que pode levar a percepções diferenciadas da cor dos objectos observados.

A iluminação tem um papel fundamental na análise da cor, o que pode ser observado em situações cotidianas, como ao comprar uma roupa numa loja, quando temos a sensação de uma cor no interior da loja e ao sair com a roupa “à luz do dia”, temos uma sensação totalmente diferente. Percebam, cor é uma sensação, já falamos sobre isso aqui no Blog.

Passamos a envolver os conceitos de “temperatura de cor” e “intensidade”, onde a temperatura de cor é classificada pelos vendedores e consumidores, usando o exemplo da loja de roupas, como “luz azulada” ou “luz amarelada”.

A Comissão Internacional de Iluminação - também conhecida como a CIE a partir de seu título francês, o Commission Internationale de l'Eclairage - é dedicado à cooperação mundial e à troca de informações sobre todos os assuntos relacionados à ciência e à arte da luz e da iluminação, cor e Fotobiologia, visão e tecnologia de imagem com o intuito de classificar as fontes luminosas pela sua capacidade de reproduzir com fidelidade as cores quando comparadas com um iluminante padrão CIE. Os iluminantes padrão CIE utilizados para esta avaliação foram especificados em 1931, quando surgiram os primeiros modelos matemáticos de especificação numérica das cores.

Para ajudar a indicar como as cores vão aparecer em diferentes fontes de luz, foi concebido um sistema para comparar matematicamente como uma fonte de luz muda.

O iluminante natural é a luz solar, que varia a cada hora do dia, a cada dia do ano e de acordo com a latitude. Para uniformizar a observação de cor, em 1931 a CIE adotou iluminantes padrões para colorimetria.

Luz D65 Daylight
Luz D65 Daylight

Definiu-se o iluminante A que corresponde à luz emitida por uma lâmpada de filamento de tungstênio à temperatura de cor de 2857K. Posteriormente, a CIE recomendou os iluminantes D e C, que são obtidos mediante a filtragem, por filtros líquidos, do iluminante A. O iluminante B corresponde à luz solar média com componente de céu ao meio dia, cuja temperatura de cor é de 4870K. O iluminante C está associado à luz média diurna para um céu completamente coberto à temperatura de cor de 6770K.

Temperatura de cor associada é uma característica do iluminante independente do conceito de índice de reprodução de cor. O uso do conceito temperatura de cor surgiu com a indústria siderúrgica, devido à importância da temperatura no processo de obtenção do aço. Desta observação foi obtida uma escala de cor associada à temperatura do aço. Nesta escala, quanto mais amarela, mais baixa é a temperatura, e, quanto mais azulada, maior a temperatura. Como exemplo pode-se avaliar uma lâmpada incandescente, com temperatura de cor associada de 2700K e uma lâmpada fluorescente compacta, com temperaturas de cor variando de 3000K (cor amarela) a 4500K e 6500K, sendo a de 6500K a mais azulada entre elas.

As lâmpadas fluorescentes ao contrário das lâmpadas de filamento, são de grande eficiência por emitir mais energia eletromagnética em forma de luz do que calor.

As aplicações de lâmpadas fluorescentes vão desde o uso doméstico, passando pelo industrial, chegando ao uso laboratorial. Além de serem de duas a quatro vezes mais eficientes em relação às lâmpadas incandescentes, as fluorescentes chegam a ter vida útil acima de dez mil horas de uso, chegando normalmente à marca de vinte mil horas de uso, contra a durabilidade normal de mil horas das incandescentes. E também geram uma econômia de 80% (lâmpada de 15W fluorescente comparada a uma lâmpada incandescente de 60W).

Cabine de Luz
Cabine de Luz

Contudo estas lâmpadas são as piores para iluminarem, isto é, de acordo com a figura seguinte verificamos que o seu espectro não é suave, tem um comportamento com alguns picos de intensidade em alguns comprimentos de onda, com isso iremos concluir que um objecto iluminado por esta fonte irá refletir algumas qualidades de cor alteradas, o que afeta diretamente a nossa atividade profissional, como gráficos.

A Sellerink sempre recomenda o uso de cabine de luz para verificação correta da cor. A cabine de luz, que utiliza o iluminante D65, oferece a sensação correta e real da cor, prevenindo inclusive casos de metamerismo.

Se você precisa ou quiser saber mais sobre iluminantes, cabine de luz e metamerismo, entre em contato conosco.

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17set/18

IMPRESSOS DE SEGURANÇA E VALORES

Fraudes: Cheques Roubados, Falsos, Clonados ou Adulterados

chequeclonado

Cheques, principalmente pré-datados, são alvos fáceis de estelionatários que, com alguma técnica ou muitas vezes nenhuma, mudam seu valor. Os golpes variam desde a adulteração grosseira - na qual 6 reais podem virar 600 - até a utilização de produtos químicos que "lavam" o valor escrito, canetas que apagam com borracha (sempre utilizar a própria caneta pra assinar, não aceitar canetas de terceiros), montagem e colagem de folhas e clonagem de talonários.

Segundo a ABRACHEQUE (Associação Brasileira das Empresas de Informação, Verificação e Garantia de Cheques), o avanço da tecnologia e o aperfeiçoamento das máquinas de impressão facilitam a ação dos fraudadores.

Uma estimativa da ABRACHEQUE indica que cerca de 20% cheques devolvidos no ano, tenham como causa da devolução roubo, clonagem ou outras fraudes.
Este, de certa forma, é outro tipo de fraude ligado ao conceito de "Roubo de Identidade".
Em defesa da demora dos bancos nos ressarcimentos, deve se dizer que eles também são vítimas dos golpistas e em muitos casos tambem de aproveitadores que simulam falsos golpes. Por esta razão é justo que sejam feitas todas as necessárias e, infelizmente, demoradas averiguações.

Uma das fraudes mais freqüentes contra o varejo, comércio e os meios de pagamento em geral, é a clonagem de folhas e talões de cheque. Não se considera "fraude" a simples emissão de cheques sem fundos.

Entre as formas de clonagem, estão a manual, em que é utilizada uma folha de cheque verdadeira, com o nome sendo apagado, e a mecânica, onde é usada a impressão a laser de folhas de cheque em nome de usuários verdadeiros ou não.

Nesse tipo de fraude, o consumidor pode ter passado um cheque que foi repassado para uma equipe de fraudadores. Utilizando as informações verdadeiras do cheque do cliente, os fraudadores podem vir a emitir outras folhas falsas.

Para que o cheque seja clonado não é preciso nem que o talão tenha sido furtado ou extraviado. O Banco Central (BC) já recebeu denúncias de que esse tipo de crime pode atingir de surpresa o cliente que está de posse do seu talão. O próprio BC sugere que os clientes dos bancos só emitam cheques nominativos mesmo que o pagamento a fazer seja de pequeno valor.

O BC reconhece que entregar um cheque hoje para um desconhecido é um grande risco. Isso porque esse cheque pode ir passando de mão em mão e cair nas garras de um criminoso. Com o cheque em mãos, a quadrilha pode clonar um talão inteiro, colocando nos cheques falsos a mesma seqüência de numeração do verdadeiro, treinar a assinatura do cliente e sair por aí dando cheques no comércio ou mesmo tentar sacar o dinheiro diretamente no caixa do banco.

Quando o cliente descobrir pode ser tarde. Se o banco não desconfiar e ligar para confirmar a emissão e o valor do cheque, ele só vai descobrir na hora que tirar um extrato para controle e verificação do saldo. Aí a dor-de-cabeça será grande. O cliente terá que entrar em contato com o banco, explicar o que aconteceu, sustar todos os documentos, denunciar o crime à polícia e ao BC e aguardar, pacientemente, que a situação seja resolvida.

Infelizmente os bancos, geralmente, demoram para ressarcir o cliente e ele pode ficar com a conta à descoberto devido aos cheques falsos ou, no mínimo, pagando o cheque especial enquanto o estorno não é feito. O BC informa que é obrigação do banco ressarcir o cliente, inclusive devolvendo também a parcela de juros que foi cobrada no cheque especial por conta do débito do cheque falso em conta corrente.

O cliente que sofreu o golpe pode também continuar recebendo telefonemas de cobrança da praça onde o falsário passou aplicando o golpe. Outro risco é o do cheque ser usado num esquema de lavagem de dinheiro (isso vale sobretudo para cheques de valor mais alto). O cliente dá um cheque sem discriminar para quem em São Paulo e depois pode ser surpreendido com o uso indevido desse documento em qualquer região do País. Até explicar o que de fato aconteceu o cliente inocente pode virar um suspeito até mesmo para a polícia.

Duas modalidades das mais praticadas de golpes com cheques por quadrilhas, são:

Cheque rasurado  (modelo)

1) A rasura quase que microscópica da numeração de cheque, cujo objetivo principal é passar como normal um cheque com ocorrência de roubado. Trata-se de trabalho muito bem feito, realizado por profissionais, e que a olho nu é de difícil identificação, sendo necessário, às vezes, o uso de lupa 10x para sua detecção.

Cheque clonado - Modelo

2) A clonagem/montagem de cheques, seja por fabricação caseira - montagem do cheque através de imagem escaneada que depois é impressa em jato de tinta, por off-set (impressão em gráfica cland.estina) ou então por meio de formulários em branco que foram roubados de alguma agência bancária e sucessivamente completados com os dados de agência/conta/números/cliente... através de impressão laser ou jato de tinta.

Referência e agradecimentos:
Fraudes.org | Banco Central do Brasil | Instituto de Criminalística PR | Casa da Moeda do Brasil

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17set/18

Unidade de Negócio: Metalgrafia

Fundada em 1995 e totalmente comprometida com o atendimento a seus clientes, a Sellerink conseguiu lugar de destaque no Universo Gráfico Brasileiro.

Instalada em uma área de 5.000 metros quadrados, em uma planta que segue os padrões internacionais de organização e métodos. Equipamentos de última geração e com grande capacidade de produção, aliados ao rígido controle da qualidade, permitem à Sellerink atender a todas as exigências no fornecimento de tintas gráficas, para diversos segmentos e aplicações.

Parcerias nos dão acesso as melhores matérias-primas e insumos, controladas por um setor de pesquisa que trabalha diariamente na busca da melhoria contínua.

Serviços: Destaque na atuação da Sellerink

A Sellerink tem forte atuação na prestação de serviços aos seus clientes.

São 23 Anos!

Estrutura

RECURSOS MATERIAIS

Veja alguns números que traduzem a estrutura Sellerink:

  • 5.000 metros quadrados de área construída
  • Equipamentos de última geração, incluindo 5 moinhos de esferas e equipamento exclusivo InkMaker para tintas especiais
  • 55  Colaboradores diretos
  • 14 Técnicos, com formação profissional ou superior, todos com atividade profissional regulamentada e amparada
  • Capacidade instalada para produção de 140 toneladas de tintas gráficas
  • 80 ordens de fabricação por dia, apenas de tintas especiais
  • Sistema de prensas hidráulicas para envase semiautomático
  • 550 clientes ativos
  • 18 mil receitas cadastradas e administradas no sistema
  • Média de 12 novos desenvolvimentos por dia

foto-lata0

Unidade de Negócio:

METALGRAFIA

Fatos Rápidos

76%

Das vendas Sellerink são de especialidades

36%

Dos recursos humanos da Sellerink são de profissionais de nível técnico ou superior

62%

Das vendas Sellerink tem entrega entre 4 e 12 horas do pedido.

Sellerink pesquisa, desenvolve e produz tintas metalgráficas desde 1996!

Hoje, tem um portfólio completo de produtos com diferentes recursos, que compreende o que há de mais moderno no segmento, em todo Mundo.

Os principais clientes da Sellerink são as indústrias metalgráficas que atendem as grandes empresas.

A Sellerink tem uma grande expertise para o desenvolvimento técnico e acompanhamento das impressões em embalagens metalgráficas, atendendo a todas as normas a respeito.

Rastreabilidade e Garantia da Segurança da Informação Sellerink

Como garantia do processo, temos um sistema que nos permite rastreabilidade completa da nossa produção.

A codificação das famílias de produtos, neste caso a família LOW ODOR, remetem à formulação de tintas com formulação assegurada e de acordo com as normas do setor.

Toda nossa matéria-prima também segue rígido padrão de qualidade e rastreabilidade.

Nossos fornecedores são certificados e todo lote é remetido com laudo e ficha técnica, que tem arquivo específico, para consulta a qualquer tempo.

Sellerink é certificada ISO 9001:2008 pela Fundação Vanzolini e um dos pontos altos da certificação é justamente o nosso sistema de rastreabilidade, à disposição dos nossos clientes.

Esse cuidado permite, por exemplo, que uma tinta customizada não seja vendida a uma gráfica que não faz parte do sistema de impressão de determinado produto. Como exemplo, uma gráfica que não faz parte do sistema Nestlé não tem acesso as tintas específicas deste end user.

Certificações e Credenciamentos Sellerink

A Sellerink tem todas as certificações e credenciamentos exigidos pelo mercado, sendo os principais:

RoHS

Restriction of use of Hazardous Substances, traduzindo, Restrição ao Uso de Substâncias Perigosas.

A Legislação para RoHS (Restriction of use of Hazardous Substances) inclui a restrição ao uso de chumbo e outras substâncias potencialmente perigosas comumente usadas em equipamentos eletro-eletrônicos.

Conhecida como Diretiva 2002/95/EC, está válida desde 1o.de julho de 2006. Seu objetivo é claro – restringir o uso de 6 substâncias presentes em equipamentos eletroeletrônico (EEE), contribuindo para a proteção da saúde humana e do meio-ambiente. Para muitas organizações, este é um desafio considerável.

NAPIM

Association of Printing Ink Manufacturers

O conteúdo do programa BioRenewable (BRC) da Napim, identifica o uso de bio-derivados de recursos renováveis ​​em formulações de tintas de impressão. Para participação no programa exige-se a apresentação de informações detalhando a quantidade de componente biorenováveis numa formulação individual de tinta de impressão, para qualquer segmento ou aplicabilidade.

Os dados e análises são submetidos a um comitê técnico mantido pela NAPIM nos USA. Após a aprovação de uma empresa específica, um número de registo é emitido.

A Sellerink quer ser o seu fornecedor de tintas de impressão. O foco da empresa está na excelência em toda cadeia, desde o atendimento até o pós-venda. Sellerink tem sérios compromissos com o meio-ambiente, permitindo que seus clientes também possam evoluir nesse sentido, ficando acima das normas exigidas e acima da expectativa dos seus clientes e colaboradores.

A missão da Sellerink é criar condições para que o insumo tinta seja um elemento de destaque no seu produto, agregando valor, com produtos inovadores por meio de nossa estrutura de P&D.

Procure saber mais sobre as soluções Sellerink para o seu segmento ou para os produtos que você pretende desenvolver.

Use a experiência e a capacidade técnica da Sellerink para apresentar soluções, ainda em fase de desenvolvimento dos seus produtos, aos seus clientes.

Nosso laboratório está a inteira disposição e todos os ensaios podem ser realizados previamente, dando muito mais segurança aos seus projetos.

Sellerink também desenvolve projetos customizados para implantação de laboratórios de controle da qualidade em tintas e vernizes, como também produção in door de tintas especiais.

Nesses casos, a Sellerink apresenta o projeto completo, inclusive com o uso de software de formulações com link aberto com o laboratório Sellerink e a utilização de bases mix (concentradas) – B-Mix.

A produção interna de tintas especiais, até o volume máximo de 20 kg, representa uma economia entre 10 e 30% em custo. Uma outra economia importante é quanto ao volume de tinta não desperdiçado.

Enfim, a Sellerink tem uma solução customizada e personalizada para cada cliente e para cada projeto.

PROGRAMA DE TREINAMENTO

Desde 2002 a Sellerink tem um programa de treinamento para os seus clientes, com conteúdo próprio e customizado para cada segmento.


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